Prefeito de Guanhães é denunciado por ameaças de morte e perseguição à ex-companheira, diz MP
Segundo o Ministério Público, Evandro Lott Moreira (Republicanos) está preso preventivamente desde 1º de abril e foi afastado do cargo por decisão da Justiça; denúncia cita uso de drones e servidores públicos para monitoramento
23/04/2026 às 16:39por Redação Plox
23/04/2026 às 16:39
— por Redação Plox
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O prefeito de Guanhães, em Minas Gerais, Evandro Lott Moreira (Republicanos), foi denunciado pelo Ministério Público por ameaças de morte contra a ex-companheira e por suposto uso de drones e de estrutura pública para persegui-la. Segundo a acusação, ele está preso e foi afastado do cargo por decisão da Justiça.
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De acordo com a denúncia, a mulher viveu situações de terror psicológico durante o relacionamento, que durou quase 13 anos. O término do vínculo conjugal foi formalizado em fevereiro do ano passado, e as ameaças teriam ocorrido entre agosto de 2025 e março deste ano.
Foto: Rede Social
Prisão preventiva e crimes apontados na denúncia
Evandro Lott foi preso preventivamente no dia 1º de abril. Ele foi denunciado pelos crimes de ameaça qualificada, perseguição, violência psicológica e posse de arma de fogo.
Conforme a denúncia, por aplicativo de mensagens, ele teria enviado à vítima uma imagem de uma arma de fogo. Em outra situação, em uma conversa gravada pela ex-companheira, ele teria dito que não aceitaria a separação, que iria
Foto: Google Earth
reconquistá-la
, que
ela não seria de mais ninguém
e que, em ocasião anterior, quando acreditou ter sido traído,
teve vontade de matá-la
.
Ainda segundo o relato de uma testemunha citado na denúncia, Evandro Lott teria feito uma ameaça direta, afirmando que
por qualquer 20 ou 30 mil
sumiria com a mulher e com o atual companheiro dela.
Perseguição, monitoramento e suspeita de uso de servidores e drones
O Ministério Público também aponta perseguição constante, com vigilância, monitoramento de movimentos e restrição da liberdade da vítima. Segundo a investigação, essa perseguição teria sido intensificada com o uso de servidores públicos subordinados ao prefeito e até de equipamentos de vigilância, como drones.
A denúncia descreve ainda episódios de violência psicológica, citando pressão para manter aparência pública de relacionamento, controle, constrangimento e manipulação. O Ministério Público afirma que, durante a campanha política, ele teria tentado impedir que a separação se tornasse pública e que chegou a expor, de forma extremamente grave, abusos sexuais sofridos pela vítima na infância e adolescência.
Armas apreendidas e pedidos do Ministério Público
Nas buscas, conforme relatado pelo Ministério Público, foi encontrado um revólver calibre 38 em um cofre na casa do denunciado e uma espingarda calibre 36 em uma propriedade rural ligada a ele.
Além da denúncia, o Ministério Público pediu à Justiça a manutenção da prisão preventiva, sob a alegação de risco de obstrução das investigações e de interferência em provas e testemunhas.
O órgão também solicitou o desmembramento do caso para apurar outros possíveis crimes, como tentativa de feminicídio, adulteração de sinal de veículo, crimes contra a administração pública, abuso de autoridade e uso indevido de bens e serviços custeados pelo município.